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| Pesca de Carapau |
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| Escrito por Alexandre Begosso | |
| 10-May-2007 | |
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Nos dias de pouca ação no mar, este pequeno e notável pode ser a salvação da pescaria – desde que fisgado com equipamento leve.
Meio dia, sol a pino, não é bem a melhor hora para pescar. Em algumas ocasiões, no entanto, é inevitável que a pescaria aconteça nesse horário, ainda mais com crianças a bordo. E como não têm a menor graça ficar boiando, um certo peixinho que ataca as iscas, corre feito louco e briga bem, pode salvar a pescaria do desastre. O carapau (Caranx Crysus), é verdade, pode não ser um peixe muito cobiçado devido ao seu pequeno porte, que varia em média de 25 a 40 cm de comprimento e peso de 0,5 a 1,5 kg. No entanto, quando pescado com equipamento leve, sua captura é bem divertida. No Brasil, a melhor época para fisgá-lo é de dezembro a abril, tanto em águas interiores (praias, baías, parcéis, costões e proximidades de ilhas) como em oceânicas, desde a superfície até próximo ao fundo. O Blue Runner nada surpreendentemente rápido, assim como seus parentes xerelete, olhudo e xaréu, e faz jus ao nome que recebe que, na tradução, significa “corredor azul”. Os cardumes jovens estão associados a objetos flutuantes, como destroços, bóias de marcação e folhas de coqueiro. Curiosamente, assim como muitas outras jovens espécies, são observados vivendo em baixo dos sinos das medusas e águas vivas.
Pequenos peixes, lulas, camarões e pequenos crustáceos compõem a sua alimentação. São também a base alimentar de muitas outras espécies maiores. Por conta disso, são considerados excelentes iscas na pesca oceânica devido à sua resistência em nadar por longas distâncias, mesmo estando presos a um anzol fixado na cartilagem de seu nariz. Nadam em pequenos ou grandes cardumes e preferem águas quentes, tropicais e subtropicais dos dois lados do Oceano Atlântico. No lado oeste, podem ser encontrados desde a Nova Scotia, no Canadá, até o Brasil, incluindo ainda o Golfo México e o Mar do Caribe. Já no lado leste, são vistos ao longo de grande parte da costa da África (da Angola ao Senegal) e no Mediterrâneo Ocidental. Não é difícil fisgá-los. Eventualmente podem ser pescados com pequenos plugs de superfície e meia-água. A estratégia mais eficaz, no entanto, é o corrico, com o uso de mini-colheres, pequenos jigs e lulas iscadas em anzol de até 1/0. O ideal é soltar a isca a uma distância de aproximadamente 40 mt do barco, mantendo-o a uma velocidade de 4 a 6 nós. No momento em que fisgá-lo, desengate rapidamente a lancha e recolha a linha lentamente, devido a fragilidade dos anzóis e garatéias desses jigs e mini-colheres. Na pesca vertical ou de fundo, pode-se utilizar jumping jigs ou sabikis - um chicotinho com vários anzóis pequenos adornados com alguns atrativos como miçangas e penachos. Neste caso, atar um chumbo de aproximadamente 40 gr no final do chicote do sabiki, cujo tamanho adequado é de 8-10 e deixá-lo afundar normalmente até a profundidade em que eles se encontrem, fazendo suaves e curtos movimentos de sobe e desce. Para isso, o uso de um fishfinder é muito importante na hora de localizar o cardume. Dessa mesma forma, deve-se trabalhar os jumping jigs pequenos.
Como fisgar o carapau . Vara de 8 a 17 lb, de 6’ a 6’6”. Carretilha ou molinete compatíveis. Linha monofilamento de 0.30 mm ou multifilamento de 20 lb. Dicas de pesca Ao corricar, use um mini-girador rolamentado, essencial para evitar que a linha fique torcida. Deixe o freio da carretilha ou molinete bem solto porque normalmente os anzóis e garatéias dessas mini-colheres e jigs são pequenos e frágeis, podendo quebrar ou abrir, ainda que o carapau não tenha dentição significativa. Em dias de pouca ação, uma boa opção é cortar filé de lula bem pequeno ou até mesmo a metade mais fina do seu tentáculo e iscá-la ao anzol do jig ou colher. Utilizar um líder de flúorcarbono também aumenta a sua eficiência. No embarque, na hora de segurar o peixe, tome cuidado com dois espinhos que ele tem próximo à barriga e também com as cortantes alhetas laterais, encostadas na cauda . "" Matéria publicada na Revista Pesca Esportiva Edição 104 |
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